domingo, 19 de julho de 2015

Xixi no lugar errado



O gatinho está fazendo xixi fora da caixa de areia? 
No sofá? No tapete?
Ele pode estar estressado ou marcando território.


Infelizmente alguns gatos não urinam na caixa de areia ou passam a urinar em outros locais depois de anos de adaptação. Esse ato é chamado de micção inapropriada ou periúria sendo um dos principais problemas comportamentaisnos gatos e pode significar até abandono do bichano por parte dos proprietários.
CAUSAS
Existem duas grandes causas que devem ser consideradas quando um gato urina fora da caixa sanitária, que são: problemas de saúde ou comportamental.
Para descartar problema de saúde o animal deve sempre ser levado ao veterinário, pois os sintomas podem ser os mesmos. Obstrução de uretra, cálculo e infecção urinária são as principais causas médicas de periúria. A cistite idiopática ou intersticial é considerada um problema médico-comportamental.
As causas comportamentais de periúria são: marcação de território ou problemas com a caixa sanitária.
PROBLEMAS COM A CAIXA SANITÁRIA
De uma maneira geral os gatos que apresentam problemas com a caixa urinam agachados (os castrados), cavam como se estivessem na caixa e fazem isso em qualquer lugar, podendo ser até ao lado da caixa. O volume de cada urina costuma ser normal e é comum o animal também evacuar fora da caixa nessas situações.
As principais causas são:
- caixa pequena;
- caixa localizada em local barulhento;
- caixa constantemente suja;
- pouco número de caixas na casa;
- granulado inadequado (odor, textura);
- trauma próximo ou dentro da caixa
MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO
Nesses casos a marcação tende a ser feita em pé e em objetos ou locais específicos. O gato costuma elevar e tremer a cauda, borrifa urina de costas e em volume menor. Alguns gatos fogem à regra e podem marcar território agachados, mas são poucos. A marcação pode estar relacionada com a entrada de um membro novo na família, seja humano, canino ou felino, além de mudanças na rotina e excesso de gatos na mesma casa. Gatos machos não castrados marcam território com urina naturalmente.
A marcação de território nem sempre é feita apenas com urina. Pode ser feita com fezes ou arranhadura em excesso em objetos.
A correção desse tipo de problema costuma ser mais trabalhosa e pode exigir a presença de um especialista em comportamento animal.
IMPORTANTE
Os problemas de saúde relacionados ao trato urinário dos gatos podem causar sintomas iguais aos comportamentais, portanto em qualquer situação de periúria o animal deve ser levado ao veterinário para descartar qualquer doença antes do tratamento comportamental.
Essas informações não devem ser interpretadas como método de diagnóstico. Nunca medique seu gato sem prescrição veterinária.

Via: Medicina Felina - http://portalmedicinafelina.com.br/ 

domingo, 28 de junho de 2015

Cuidados com o gatinho no inverno


Quem tem gatinho sabe o quanto são friorentos e vivem buscando um lugar para se esquentar.
Os cuidados com o gatinho nessa época é fundamental para manter a saúde e a qualidade de vida.



PREVENINDO O FRIO
Dentro de casa é preciso providenciar um local isolado e quentinho para o gato dormir, evitando cômodos muito gelados. Uma caminha própria para gatos ou cães pequenos pode ser comprada em qualquer petshop em diferentes tamanhos, formatos e valores, mas a boa e velha caixa de papelão substitui muito bem a cama industrializada. Além de serem facilmente adquiridas em supermercados, as caixas ajudam na retenção do calor corpóreo, são descartáveis e são a escolha número um dos felinos. Independentemente do tipo de caminha, é preciso sempre colocar uma manta ou coberta para manter o gato ainda mais quentinho.

Para os bichanos que têm acesso à rua é fundamental providenciar um local de entrada na casa que seja de fácil acesso para o gato, dessa maneira previne-se que ele fique preso para fora por muitas horas. Existem mini portas basculantes especiais para animais que podem ser instaladas na porta de entrada que ajudam especialmente nos passeios noturnos. Não se esqueça também de recolher a caixa sanitária nos dias mais frios, caso essa fique do lado de fora da casa.

Roupinhas somente são indicadas em gatos sem pelos, como os da raça Sphynx, por exemplo, porque a maioria não gosta de usar roupas. É bastante comum que os gatos caiam de lado ou fiquem paralisados quando colocamos roupinhas neles, mas se o seu gato gosta então não há contra indicação.

Além de dormir em caminhas macias e quentinhas os gatos também adoram tomar sol, especialmente em dias frios, mas apesar de ser uma boa fonte de calor deve se ter cuidado com a exposição excessiva, pois esses animais, especialmente os de pelagem branca, podem desenvolver câncer de pele. Apesar do frio e das nuvens, os raios solares continuam causando danos à pele. Passar protetor solar e limitar os horários de pico, que são entre 10h e 15h, ajudam na prevenção.

Para quem tem aquecedores de ambiente em casa é preciso cuidado com a umidade do ar, que fica ainda mais baixa quando esses equipamentos são ligados. Providencie bacias com água ou toalhas úmidas para melhorar a umidade e prevenir problemas respiratórios.

HIPOTERMIA
Quando a temperatura de um gatinho está muito baixa suas extremidades ficam mais frias, pois possuem menor aporte de sangue. Colocar as mãos nas orelhas e patinhas ajuda a identificar uma queda importante na temperatura corporal. Isso é mais comum nos animais que têm acesso à rua, pois dentro de casa eles sempre buscam se aquecer nas caminhas, cobertores ou nos próprios tutores. Se o gato passar muitas horas na rua e retornar com as extremidades frias é recomendado fornecer uma fonte de calor, como secador de cabelo, lâmpada amarela ou bolsa de água quente, mas muito cuidado com queimaduras.

Se a fonte de calor não for suficiente para aquecer o gato, pode ser necessário atendimento médico veterinário.

DICA
A temperatura corporal média de um gato é de 38,5º C, ou seja, mais alta que a nossa temperatura, que é em média de 36,5º C. Por causa disso, seu gato deve sempre ser mais quentinho que você. Se ele estiver com uma temperatura igual à sua ao toque é provável que ele esteja em hipotermia.

IDOSOS e FILHOTES
Os gatinhos nos extremos das idades podem sentir mais o impacto do inverno, especialmente nas regiões mais frias. Esses animais merecem atenção redobrada na prevenção da hipotermia, porque possuem maior dificuldade em regular a temperatura do corpo.

Gatos idosos frequentemente têm artrose, um processo de degeneração das articulações e que doi mais no frio. Os animais com dor nessas regiões costumam evitar de subir em superfícies mais elevadas. Fique alerta se notar esse comportamento no seu gato e coloque sua caminha, vasilhas e caixas sanitárias no chão. Se o gatinho dorme na cama com o tutor é recomendado providenciar uma pequena escada ou algo que faça as vezes disso para que ele possa subir na cama sem ter que saltar.

Filhotes órfãos possuem maior risco de hipotermia do que aqueles que ficam direto com a mamãe, por isso as fontes de calos citadas devem ser utilizadas nesses casos. Uma dieta mais calórica própria para gatos pode ser fornecida por um veterinário para esses animais.

ACIDENTES NO INVERNO
Alguns cuidados devem ser levados em consideração para prevenir acidentes com locais aquecidos, porque é frequente que os bichanos busquem esses locais para se aquecer. Lareiras raramente causam problemas, mas os filhotes podem se acidentar ao se aproximar demais. Na cozinha é recomendado abaixar a tampa do fogão após utilizá-lo, para prevenir queimadura das patinhas de quem possa subir para se aquecer. Na sala de televisão também é frequente os gatos deitarem sobre equipamentos eletrônicos, como aparelhos de DVD ou decodificadores de TV à cabo, podendo tomar choque.

Finalmente um acidente comum ocorre dentro dos veículos, pois os gatos podem entrar no motor do carro para se aquecer. A dica é sempre buzinar o carro nos dias frios para que o gato saio antes de dar a partida, especialmente se o carro ficou parado na rua durante a noite.

DOENÇAS NO FRIO
Uma das doenças mais comuns nessa época é a rinotraqueíte ou complexo respiratório viral felino. Isso porque os vírus se manifestam em baixas de imunidade e, nos períodos mais frios, isso pode acontecer com os gatos. Sintomas como secreção nos olhos e nariz e espirros são indicativos da doença e exigem atendimento médico veterinário. Para prevenir esses problemas basta levar o gatinho para ser vacinado.

Gatos com asma ou bronquite podem piorar em épocas de frio também, devido à uma diminuição do lúmen dos brônquios (nos pulmões) em baixas temperaturas, causando desconforto respiratório e tosse.

BANHOS NO FRIO
Banhos já são pouco indicados de uma maneira geral nos gatos, pois podem causar muito estresse, exceto quando há indicação médica para o banho. Nessa época, é recomendado que evite lavar os gatos em casa, porque a temperatura do corpo deve baixar mais ainda. Se o banho for de extrema necessidade é imprescindível que o animal seja seco com toalha e secador de cabelo.

CURTINDO O INVERNO
 Os gatos também podem ser uma boa fonte de calor aos tutores, por isso se você sofre no inverno é recomendado passar algumas horas encostadinho no seu gato e aproveitando o calor de seu corpinho. Esse contato não só aquece os corpos como melhora a afinidade e o relacionamento entre gato e homem. E além de tudo isso é muito amor envolvido né gente!


Fonte: http://portalmedicinafelina.com.br/

domingo, 21 de junho de 2015

Síndrome Urológico Felino (SUF)


 Hoje vamos falar de Síndrome Urológico Felino (SUF). Como sabemos gatos adoram beber água fresca e muitas vezes bebem bastante água. Se o gato tem tendencias a doenças renais e obstruções, devemos estimulá-lo ao máximo a tomar água, com fontes e potes sempre perto.

Qualquer alteração comportamental do gato, como agachar para fazer xixi e não fazer, perder a fome e ficar encolhido pode ser problema renal. Consultem sempre um veterinário.

O que é?
Engloba um conjunto de problemas inflamatórios no sistema urinário dos gatos, nomeadamente a cistite (inflamação da bexiga), a infecção (o sangue, o muco e outros produtos associados à zona inflamada proporcionam a multiplicação de bactérias); urolitiase/bloqueio uretral (a cristalização de minerais e a irritação da bexiga e da uretra provocam a formação de cálculos que podem entupir ou dificultar a saída de urina); uremia (acumulação de detritos intoxicantes no sangue, o que é muito perigoso; a inabilidade de urinar significa a acumulação de urina na bexiga e a incapacidade dos rins eliminarem os resíduos).

Sintomas?
Uma enorme dificuldade em urinar (mesmo pequenas quantidades!) ou a incapacidade de o fazer por completo. Se verificar que não urino no local habitual ou se a minha urina está manchada de sangue, leve-me ao Dr. Veterinário! No caso da uremia, existem ainda outros sintomas – depressão, vômito, fraqueza e colapso – que podem levar ao coma ou à morte.

Cura?
Sendo uma doença bastante comum nos gatos, é facilmente tratada, a começar pela administração de medicamentos adequados e que o Dr. Veterinário receitará. Só em casos extremos é que posso necessitar de uma intervenção cirúrgica (desde que me vá visitar!). Para evitar o SUF por completo, bastam alguns cuidados simples: uma alimentação salutar, rações de elevada qualidade, a ingestão de muita água, ambientes anti-stress e anti-doenças.

Fonte: Ronronar - http://ronronar.com/

domingo, 14 de junho de 2015

LIPIDOSE HEPÁTICA


Lipidose hepática é um acúmulo de gordura no fígado do gato gerado por uma cascata de fatores. É a doença do fígado mais comum nos gatos, especialmente em gatinhos gordinhos.

O que desencadeia a lipidose hepática é a anorexia prolongada nos gatos obesos. Gatos que ficam três dias sem se alimentar já podem desenvolver a doença. A causa da anorexia pode não ser descoberta, mas na maioria das vezes a lipidose hepática é secundária a alguma doença, como doença intestinal inflamatória, pancreatite e diabetes.

O jejum prolongado nos gatos obesos pode desencadear uma série de fatores, entre eles resistência à insulina e acúmulo de gordura no fígado, tornando-o incapaz de realizar suas funções.

SINTOMAS
Os principais sintomas são: anorexia, vômito, salivação e mucosas amareladas (icterícia). Podemos perceber as gengivas, orelhas e a pele do gatos amareladas quando há ictericia, como mostra a foto ilustrativa.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito pelo veterinário através dos sintomas, da identificação de uma possível doença primária, de exames de sangue que avaliem também as enzimas do fígado, ultrassom e citologia ou biópsia do fígado.

TRATAMENTO
O tratamento consiste em reintroduzir a alimentação gradativamente. Muitas vezes é necessária a introdução de sonda para alimentar o gatinho. É fundamental também tratar o que desencadeou a anorexia (doença primária).

Por ser fundamental que a reintrodução alimentar seja gradativa, muitas vezes é necessário internar o gato em uma clínica ou hospital para acompanhar de perto a evolução.

Com tratamento adequado o gatinho tem chances de cura!!!

PREVENÇÃO
Prevenir a lipidose é prevenir a anorexia. Muitas vezes a anorexia está associada ao estresse. Fatores que desencadeiam estresse: mudança na dieta, mudança de casa, novo animal de estimação (cão ou gato), nova pessoa na família, entre outros.

Apesar de fofinhos os gatos obesos são os mais acometidos, portanto mantenha seu gato dentro do peso.

Caso seu gato seja gordinho não inicie um regime sem orientação veterinária pois há substancia que são essenciais para a boa saúde do gato e a falta dessas substancia pode desencadear outras doenças.
Se você percebeu que seu gatinho parou de comer então é melhor levá-lo logo ao veterinário, assim ele tem menos chances de desenvolver lipidose!!!

Sempre que perceber alguma alteração no comportamento do gato leve ao veterinário, nunca medique seu gato sem prescrição.

Fonte:http: portalmedicinafelina.com.br/

domingo, 7 de junho de 2015

Anaplasmose Felina


Hoje vamos falar de Anaplasmose Felina mais uma doença infecciosa que afeta gatinhos.

Lembrando novamente, sempre que houver alguma alteração no comportamento do gato consulte um veterinário, e sabe o dia da vacina, também aproveite para verificar se está tudo bem com o gatinho. Lembrem-se: Quem ama, cuida!


Anaplasmose é uma doença infecciosa que é causada pela bactéria Anaplasma phagocytophilum ou Anaplasma platys que ataca as células brancas do sangue. Tanto cães como gatos podem ser infectados.
O Carrapato transporta esta bactéria para o animal através da picada. Esse carrapato deverá se alimentar por 24 horas ou mais, para transmitir a infecção podendo ainda, infectar o seu gato com outros parasitas, incluindo a bactéria que causa a doença de Lyme ou outros tipos, causando assim, infecções múltiplas.

Como é Anaplasmose é diagnosticada? 
Através de exame de sangue cujo teste serve para Anaplasmose, doença de Lyme, erliquiose canina, bem como para dirofilariose. Em pacientes com sintomas de Anaplamose, é urgente um hemograma completo (CBC) e perfil bioquímico. O exame avalia as células que circulam na corrente sanguínea. A maioria dos pacientes com Anaplasmose terão a contagem de células anormais. Os glóbulos brancos (WBC), o os vermelhos (RBC), bem como a contagem de plaquetas são geralmente baixos. As plaquetas são necessárias para a coagulação do sangue, quaisquer alterações, podem causar hemorragias. O perfil bioquímico é muito importante para avaliar os órgãos internos garantindo que não há comprometimento.

Qual o tratamento?
Doxiciclina é um antibiótico usado para tratar Anaplasma. A dose é de uma ou duas vezes ao dia, dependendo da situação, durante 4 semanas. Às vezes, é necessário que o tratamento se prolongue por mais tempo; especialmente se houver outras infecções envolvidos. É comum achar que gatos com anaplasmose são co-infectados com a bactéria Lyme. Em casos graves, a internação para tratamento avançado é muitas vezes necessária. 

Qual é o prognóstico? 
Com o tratamento adequado o prognóstico é bom. A maioria dos animais responde dentro de 1-4 dias e se recuperam completamente ao longo de um período de semanas.

Como evitar? 
O Controle efetivo do carrapato é vital. Aplicação mensal de medicamentos controle do carrapato é atualmente a melhor forma. Os carrapatos que transmitem essas doenças são ativos sempre que a as temperaturas estão quentes, mas mesmo no inverno, como prevenção, é preciso. É recomendável durante todo o ano. Ter essa infecção não livra o animal de ter novamente a doença.

Via http://drpetltda.blogspot.com.br/

domingo, 24 de maio de 2015

O Sentido de Independência dos Gatos


Os felinos selvagens vivem livremente. No passado, essa também era a realidade dos gatos e é por isso que seu comportamento instintivo remete a liberdade, independência e isolamento. Essas características genéticas explicam, ainda, o costume que os gatos têm de armar emboscadas, escondendo-se e saltando sobre a “presa”, que pode ser um brinquedo, nossas pernas e pés ou qualquer coisa que eles considerem “perigoso”.
Quem tem gato sabe que eles passam horas “caçando” uma bolinha de papel, ratinhos de borracha e outras coisinhas que achem interessante. Todas essas práticas são muito importantes para o gatinho, pois asseguram-lhe que aprendam a agir em uma situação de perigo real, como ataque de outro gato ou caça. Afinal quando não tem quem os alimente, precisam ir à luta sozinhos, utilizando as armas que dispõem, ou seja, mandíbula, garras, corpo ágil e capacidade de cercar a presa, para capturar animais como pássaros e roedores.
Enquanto exercitam sua agilidade brincando com outro gato ou com brinquedos, os gatinhos mantêm vivos seus instintos de sobrevivência e independência.

A essência dos gatos é fazer o que gostam e querem, e são persistentes nesse objetivo. Se quiserem entrar em um quarto e a porta estiver fechada, usarão todos os recursos para dizer que querem que a porta seja aberta.
A necessidade que os gatos têm de se mostrarem donos do pedaço é um aspecto de seu sentido de independência, pois quando controlam um território eles determinam quem pode e quem não pode fazer parte dele. É por isso que quando chega uma visita em casa o gato se esconde. Ele vai para uma parte do “seu” território em que “intruso” não poderá encontra-lo.
E quando o gato se aproxima da visita, é para obter referências do “invasor” antes de permitir que ele se aproxime de verdade.
Essas características típicas de felinos, faz com que muita gente infelizmente, considere gatos, egoístas, reservados e mal-agradecidos, mas nós criadores e admiradores, quando conhecemos a personalidade do animal, o compreendemos.
O fato é que um gato nunca é igual a outro. São indivíduos com personalidade e características impares, pautadas de traços genéticos. Quem tem ou teve mais de um gato em casa, sabe o que estou falando. As reações e necessidades de atenção, são totalmente diferentes de um gato para outro.

Independentes até na doença

É importante manter-se atento ao comportamento do gatinho e perceber sinais de isolamento, pois muitos gatos quando se sentem doentes tendem a se recolhem e não emitem sons ou nenhum outro sinal de dor.
Para que o gatinho seja receptivo em caso de doença ou mal-estar, aproxime-se carinhosamente e mostre a ele que está ali para ajuda-lo e que irá cuidar dele, brinque e lhe dê muita atenção (caso necessário, leve-o ao veterinário). Mas se ele insistir em se isolar, respeite-o. Deixe sempre o gatinho a vontade para exercer sua gatisse, porém nunca deixando de cuidar do bem-estar dele.
A Lucy sabe que manda aqui em casa, mas sempre que quer um cafuné sobe em todos os colos da casa.






domingo, 17 de maio de 2015

Mudança de casa com o gatinho



Vai mudar e está com medo do gatinho não se adaptar?
Passei por essa experiencia há poucos dias mas não tive dificuldades nenhuma com a Lucy.
No primeiro dia ela se escondeu embaixo da cama e só saía para comer e ir na areia, mas a noite, quando estava tudo mais calmo ela foi dar uma volta pela casa, para conhecer o ambiente.
No segundo dia, ela ficou embaixo da cama mas na hora do almoço já estava na sala, brincando.
O que eu fiz?
Eu acho que quase nada, deixei ela à vontade, espalhei os brinquedos e as coisas dela pela casa, conversei bastante com ela(sim, eu converso com a Lucy e a gente se entende. É muito amor!).
Ela ainda se assusta com barulhos que ela nunca ouviu, como cachorros, carros e motos, mas o progresso é grande. Em uma semana ela já brinca, come e corre em tudo, normalmente.
Mas há gatos que demoram um pouco mais, especialmente se o local novo for muito diferente do antigo, se tiver mais barulho e mais pessoas.
Abaixo seguem algumas dicas para uma mudança tranquila com o gatinho.

Preparação do gato no processo de mudança

  • Deixe o animal confinado em um dos quartos da antiga casa enquanto é feito o empacotamento e retirada de objetos;
  • Continue a dar a devida atenção e carinho ao seu bichano enquanto ele estiver confinado;
  • Não compre cama, brinquedos, comedouro, bebedouro ou caixa de areia novos para o gato durante o período de mudança;
  • Não vacine seu gato menos de 10 dias antes da mudança para evitar que o estresse se reflita em doenças ou somatização;
  • Não troque a ração do animal e diminua as quantidades para que quando chegue à nova casa tenha apetite e não faça greve de fome;
  • Faça com que o gato seja o último a deixar a antiga casa levando-o em uma caixa de transporte. No meu caso, sai com a Lucy primeiro para ela não passar pelo estresse de ver a casa sendo esvaziada
Adaptação do felino na nova casa

  • Em um quarto tranquilo da nova casa, já com os móveis no lugar, coloque as coisas antigas do gato: brinquedos, arranhadores, cama, vasilhas de comida e água e caixa higiênica, dispondo este último item em um canto oposto aos demais;
  • Inclua no ambiente objetos da casa antiga e, se julgar necessário, use aerossóis ou difusores elétricos com feromônios sintéticos anti-estresse;
  • Procure levar o gato para a nova casa em um dia em que você possa ficar junto dele ou num momento em que tenha alguém conhecido dele que possa ficar por perto;
  • Coloque o gato ainda dentro da caixa de transporte no quarto preparado e abra a portinha para quando ele se sentir a vontade para explorar este cômodo, que deve ser mantido fechado;
  • Mesmo com o gato tendo saído da caixa de transporte não a retire de imediato do local;
  • Brinque e afague o bichano como de costume;
  • Observe se o animal come, bebe água, urina e evacua normalmente.
  • Libere gradativamente o acesso ao resto da nova casa, controlando espaços e quantidade de horas por dia;
  • Se o animal ficar estressado quando conhecer o resto da casa, confine-o novamente e retome a liberação gradativa;
  • Fique atento para que ele não tenha acesso à rua e tente fugir na tentativa de voltar para a antiga casa.
Paciência e muito amor também ajudam o gatinho a se adaptar facilmente.



Fonte: Petmag - http://www.petmag.com.br/






domingo, 3 de maio de 2015

GATOS E PIF



A PIF é uma doença muito cruel e na maioria das vezes quando a percebemos já não há tempo hábil para curá-la (PIF Efusiva). E ela se espalha com uma facilidade muito grande.
Falo isso com propriedade por experiência, lutei contra a PIF 2 vezes em 2013. Em maio com meu gato e em julho com minha gata. Ambos viviam na mesma casa e se adoravam, estavam sempre juntos e isso infelizmente fez com que a PIF se manifestasse nos dois. 

Até hoje não sei como a contraíram, pois ambos não saiam de casa.

Na época fui informada  de que a PIF atingia principalmente animais com imunidade baixa, mas a minha gata estava saudável e ativa quando contraiu a doença.
Enviei a dúvida a uma veterinária por e-mail, pois não foi ela quem tratou meus gatos e eu estava em busca de uma segunda opinião. Abaixo o relato da veterinária. 

" Olá Vanessa!

Não necessariamente o FCov se desenvolve em animais com queda de imunidade, ele pode achar brechas em animais saudáveis também. O problema está em diversos pontos: primeiro, não necessariamente um animal com queda de imunidade apresentará algum sinal disso, as vezes ha uma queda de imunidade leve, por algum fator ambiental, alguma troca de rotina, as vezes até troca dos moveis de posição já são o suficiente para gerar um grau de stress no animal e ele ter uma repercussão imune. Outra coisa, mesmo ele estando saudável, o organismo é apresentado por diversos agentes patogênicos ou não durante o dia; quando esse agente é apresentado ao sistema imune três coisas podem acontecer: desencadear uma reação de ataque, uma reação de parada ou não acontece nada. No caso da PIF o problema é justamente o ataque. O sistema imune tá fazendo o papel dele, mas por causa disso ele causa a doença, justamente por combatê-la. Em linhas gerais, o sistema imune tem dois batalhões de ataque: o celular (que é a primeira leva de células) e a humoral (que demora uns dias pra se armar contra o invasor). Quando o animal tem uma boa imunidade celular, o vírus é debelado, quando tem uma imunidade moderada ou fraca, a PIF ganha espaço. Se o FIPV consegui vencer o primeiro batalhão ele depende agora da segunda linha de defesa pra vencer. O organismo encontra um invasor e tenta lutar, nessa hora a desgraça acontece, por que aqui quanto maior a imunidade, quanto mais agressivo for o ataque, mais a PIF acontece, por que é nessa hora, quando os anticorpos se ligam aos vírus tentando neutraliza-los (que chamamos de imunocomplexos) que o sintomas aparecem. Esses imunocomplexos param na parede dos vasos, nos rins, no figado, nos olhos, nas articulações, e de lá não são destruídos. Isso gera uma reação inflamatória gigantesca e com ela vem a formação de líquidos em maior ou menor grau.
Entende agora o porque de ainda não conseguirmos uma cura? Como dizer pro sistema imune que ele não pode fazer o papel dele? Nesse caso, o "ser saudável" é o problema, ele tá tão bem que o sistema imune dele tá no ápice, pronto pra qualquer guerra. Esse é o grande X da questão.
Alguns gatos podem vir a óbito muito rápido mesmo, assim como você me relata. Outros a gente consegue manter por um tempo maior, mas não muito."

Esse relato esclarece bastante as dúvidas de quem já passou pela PIF.
O Fcov é o vírus causador da doença. No casos que passei, o gato sobreviveu 5 dias, como ele era renal, a principio achávamos que o liquido acumulado no abdômen dele era urina, apenas no ultrassom a veterinária verificou que não se tratava de urina e sim liquido livre. A gata demorou 7 dias, o vírus atacou o figado dela, deixando-a totalmente ictérica, apesar de tudo, torcia para ser lipidose, mas infelizmente não era.

Abaixo, mais informações sobre a doença:

Sem vacina segura, sem diagnóstico viável e sobretudo sem cura, a PIF é a infecção mais mortífera nos gatos. Uma vez detectada, a esperança de vida restante do gato cai para 2 anos.
A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é causada por uma das dezenas variantes do coronavírus. A presença do coronavírus nos gatos é uma doença benigna, que geralmente não causa sintomas e que os gatos acabam por combater eficazmente através da ação do próprio sistema imunitário. Na realidade, a maioria dos donos não chega a saber que o gato esteve infectado por este vírus. Contudo, em 1 a 3% desses casos, o coronavírus degenera numa variante imunomediada quase sempre letal.

PIF e o Sistema Imunitário
O desenvolvimento da PIF está intrinsecamente ligada ao estado em que se encontra o sistema imunitário. A PIF geralmente surge em gatos com um sistema imunitário deficitário: pouco desenvolvido em gatos jovens, até dois anos, enfraquecido em gatos idosos, com mais de 14, ou debilitado em gatos adultos, frequentemente devido ao stress.
Gatos com outras doenças que afetam o sistema imunitário, tais como leucemia (FeLV), ou uma espécie de SIDA (FIV) estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da PIF.
Paradoxalmente, um sistema imunitário combativo não faz com que a progressão da PIF abrande, pelo contrário, vai gerar a aceleração da doença se esta já estiver instalada

PIF e Portadores
Nem todos os gatos nos quais se verifica a presença do coronavírus desenvolvem sintomas. Em alguns, a doença manifesta-se meses ou anos após a infecção ocorrer e, durante este tempo, podem infectar outros gatos.
Os gatos que se encontram em risco são aqueles que convivem com gatos vadios e os que partilham a casa com outros gatos. Por gatos que convivem com felinos de rua não se entende gatos que são passeados. Mas são de facto os gatos que habitam sozinhos e que não saem de casa que menos riscos correm de desenvolvem esta doença.

Tipos de PIF
Existem dois tipos de PIF: a úmida ou Efusiva e a Seca ou Não-Efusiva. Ambas podem causar diarreia, perda de peso e letargia. Na verdade a PIF não se trata de uma inflamação do peritoneu, mas sim de uma inflamação dos vasos sanguíneos, vasculite.

PIF Seca ou Não-Efusiva
A PIF Seca é uma forma crônica da doença que se não for tratada pode dar origem à variante úmida. É mais difícil de diagnosticar pois os sintomas que apresenta não são exclusivos desta doença.

Sintomas
Lesões ocorrem por todo o corpo e os sintomas variam de acordo com os órgãos afetados (rins ou fígado, por exemplo). Muitos gatos desenvolvem inflamações oculares e/ou problemas neurológicos, tais como paralisia ou ataques. Gatos com PIF Seca podem ainda desenvolver icterícia, ou seja, obterem um tom amarelado na pele, que é mais visível no nariz.

PIF Úmida ou Efusiva
Esta é a variante mais grave pois para além dos sintomas que são verificados na PIF Seca, há também acumulação de fluídos devido à danificação dos vasos sanguíneos.

Sintomas
Na maioria dos casos de PIF Úmida, 60 a 70%, há acumulação de fluídos no corpo, mais comummente no abdômen, o que gera um inchaço na zona abdominal. O mesmo pode acontecer na zona torácica, o que pode causar problemas respiratórios adicionais. 

Diagnóstico
A detecção da PIF não é tão fácil como à partido poderia parecer. Os sintomas são comuns a outras doenças e ainda não há nenhum método em que não ocorram falsos negativos ou falsos positivos, ou seja, gatos que se pensava estarem infectados e mais tarde verifica-se que não, e gatos que se pensava não estarem infectados e mais tarde verifica-se que estavam.

Métodos de diagnóstico:
Teste do coronavírus – este teste verifica se existem anticorpos do coronavírus presentes no gato. Mas a presença deste pode dever-se a qualquer outra variante do coronavírus que não seja PIF. Os anticorpos permanecem mesmo depois de o vírus desaparecer, ou seja, pode dar-se até o caso de o ter estado, e não estar atualmente, infectado com o coronavírus.
Polymerase Chain Reaction (PCR) – é uma das formas de detectar especificamente o PIF, mas podem ocorrer falsos positivos, pois a presença do vírus nem sempre indica doença.
Análises do fluído abdominal/torácico / Raio-X – Só resulta nos casos de PIF Úmida
Análise de Células dos rins ou fígado – É feita com anestesia local através da aspiração. Pode ser indicativa no que diz respeito ao despiste de outras doenças.
Biópsia – é a única forma eficaz de diagnosticar PIF. Mas submeter um animal debilitado a uma operação para recolher amostras de um órgão é sempre arriscado. Muitos dos diagnósticos de PIF só são certificados por isso depois da morte do animal através de biópsia.
Combinação de análises de sangue – Esta é a forma mais útil, embora não seja 100% eficaz, a fiabilidade dos resultados é alta. Podem ser feitas várias combinações de valores. Um exemplo é: uma contagem baixa de glóbulos brancos, valores altos de globulina e um teste positivo a anticorpos do coronavírus geralmente apontam para um caso de PIF com bastante certeza.

Tratamento
Infelizmente não há tratamentos eficazes contra a PIF. Os gatos são assim medicados na tentativa de eliminar ou aliviar sintomas. Contudo, não há cura para a doença.

Prevenção
Ainda não é claro como é que o coronavírus é transmitido entre gatos, mas sabemos que o vírus sobrevive durante 3 semanas a temperatura ambiente e que as secreções são um foco infeccioso. Pensa-se que os principais meios de transmissão sejam a ingestão de fezes e os espirros. 

Existe alguma controversa em relação a casos de diagnóstico positivo em gatos que partilham a casa com outros felinos. Por um lado, para evitar a propagação do vírus a outros gatos, geralmente aconselha-se o isolamento do gato infectado dos outros, mas isto provoca stress no gato e acelera a doença. Sem forma de despistar a PIF de forma segura nos outros gatos, estes já podem estar também infectados.



Fonte: Arca de Noé














domingo, 19 de abril de 2015

Câncer em gatos


O câncer é uma doença que ocorre quando as células do corpo do gato começam a se multiplicar de forma incontrolável. Esses milhões de células, ao ficarem aglomeradas, formam um tumor, que pode ser ou benigno ou maligno.

Tumores podem prejudicar o funcionamento correto dos órgãos do gato, comprometendo assim a saúde do bichano. Por isso tumores devem ser tratados assim que forem detectados.

Tumores benignos são bem menos agressivos do que tumores malignos e tem menores chances de se espalhar para outras regiões do corpo. Já tumores malignos crescem rapidamente, em alguns casos chegam a se espalhar para outras regiões do corpo, ocorrendo assim a metástase.

O câncer em felinos pode atingir qualquer célula ou região do corpo. É mais raro, porém não impossível, aparecer câncer em gatos filhotes (um exemplo é o linfoma). É muito comum vermos casos de câncer em gatos mais idosos.

Quais os tipos de tumores malignos mais comuns em cães e gatos?

Existem muitas variações de câncer em gatos, assim como existem vários tipos de câncer em humanos. Não podemos afirmar que nenhuma raça seja mais vulnerável ao câncer, apesar de existirem alguns estudos que dizem que gatos de raças orientais são mais vulneráveis aos linfomas felinos. Gatos brancos são mais vulneráveis ao câncer de pele (Carcinoma Espino celular) quando expostos ao sol, por causa da sensibilidade da pele deles.

Muitos médicos veterinários afirmam a importância de passar protetor solar em gatos brancos. Esses gatos tem mais probabilidade de desenvolver câncer de pele felino, principalmente nas pontas do nariz e também nas pontas das orelhas. Gatos malhados, na parte branca, também têm problemas com a exposição solar. Hoje em dia existem protetores solares específicos para uso em pets.

Os tipos de câncer mais comuns em gatos são os linfomas e os de pele. Linfoma é um câncer que atinge os linfonodos, nódulos linfáticos ou gânglios, que ficam espalhados por diferentes regiões do corpo do gato. Por causa do maior índice de vacinações contra o vírus da leucemia em gatos, o nível de linfoma em gatos novos está diminuindo. Em contra partida, o índice de linfoma em gatos mais velhos está aumentando, por causa, principalmente, do aumento da expectativa de vida dos bichanos.

O tratamento mais comum para linfoma em gatos é a quimioterapia. Existem vários tipos de tratamentos e remédios de quimioterapia para linfoma, dependendo do estágio de desenvolvimento da doença no gato. Sempre consulte seu veterinário de confiança para procurar o melhor tratamento para seu gato.

Os tumores malignos de pele (carcinomas cutâneos) estão entre os cânceres mais comuns, principalmente em cães e gatos mais idosos. São mais comuns nos animais de pela muito clara, com pouca pigmentação e mais freqüente em felinos que em cães. A área mais afetada costuma ser a face. Os sarcomas (tumores malignos provenientes do tecido muscular, adiposo e ósseo) são também de incidência relativamente alta. 

No Brasil, são mais freqüentes em cães que em gatos. Os tumores de origem ligada à formação de células sanguíneas (tecido hematopoiético), também acometem tanto cães como gatos, sendo mais comuns as leucemias e os linfomas. São comuns nos gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV). Dentre os tumores menos freqüentes, encontramos os tumores do sistema nervoso.

Os tumores mamários são muito comuns em cães e gatos. Há uma gama enorme de tipos histológicos que acometem os cães, porém na maioria dos casos são tumores benignos. Já nos gatos, a maior parte dos tumores são malignos e altamente agressivos.

O tumor de mama é o segundo mais comum em cães e o mais comum em cadelas. Acometem, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), de preferência em animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiros) e animais que foram castrados após numerosos cios. Não há uma preferência por raça, todas estão sujeitas a esta neoplasia.
Em gatos, ocorrem menos do que em cães, ficando em terceiro lugar. Animais velhos (cerca de 10 e 12 anos) e animais inteiros são geralmente os mais afetados, e gatos Siameses podem ter maior risco que outras raças.

O aparecimento desta neoplasia está relacionada com a produção de hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona. Em cadelas, o risco para o desenvolvimento do tumor mamário está relacionado com o número de ciclos estrais da cadela, aumentando consideravelmente a cada ciclo estral. Já em gatas, esse risco aumenta em até sete vezes em fêmeas inteiras comparadas com fêmeas castradas na puberdade.

A administração de alguns progestágenos pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários benignos em cães, enquanto que em gatos o uso destes hormônios pode aumentar o desenvolvimento de tumores tanto benignos quanto malignos. Assim como nos seres humanos, os tumores de mama possuem receptores de estrógeno e/ ou progesterona, sendo que quanto maior o número destes receptores, menos maligno ele é.

A melhor maneira de prevenir câncer mamários e de útero é a castração. Há infinitas campanhas de castração e a informação sobre os beneficios estão disponíveis para todos.

Os tumores benignos são classificados em:
  • Adenoma simples
  • Adenomas complexos (tumores benignos mistos) ou também chamado de tumores mesenquimais benignos
  • Fibroadenoma, também conhecido como tumores benignos mistos, os quais são o tipo mais comum de tumor benignos em cães

Aproximadamente 90% dos tumores mamários malignos são carcinomas e estes são classificados da seguinte maneira:
• Sólidos: lençóis de células densas
• Túbulas ou lobular: proveniente de alvéolos
• Papilas: proveniente do epitélio ductal e ocorrendo como ramificações papilares ou císticas
• Anaplásicos: muito pleomórficos e com ausência de padrão definido.

Os tumores benignos não sofrem metástase, mas há a tendência de cadelas em desenvolver tumores múltiplos. Entretanto, os tumores malignos podem se comportar de maneira benigna ou muito maligna, sofrendo metástase rapidamente para linfonodos locais e pulmões.

Estas neoplasias podem ser múltiplas ou única, sendo palpáveis como nódulos ou massas dentro das glândulas mamárias. Alguns carcinomas inflamatórios agressivos podem apresentar aumento mamário difuso, edema e ulceração. É raro em cães e comum em gatos dificuldade de respirar devido à metástase pulmonar.

O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico e palpação, mas deve ser feita a confirmação com o auxilio de algumas técnicas de diagnóstico, como exames de sangue, raio-x, aspiração com agulha fina (FNA) e biópsia do tumor.

SINTOMAS

Protuberância ou área inchada em qualquer parte do corpo da sua mascote. Se o seu gato tem um nódulo não significa que seja cancerígeno, mas não há forma de saber com segurança que não o seja, por isso, o veterinário deve avaliar a sua natureza e ver se é necessária uma biópsia ou exames preventivos.

Mau hálito ou maus cheiros. Pode apresentar mau cheiro não só na boca, mas também nas orelhas ou em qualquer outra parte do corpo. Deve ser visto imediatamente, uma vez que os cânceres de boca, nariz ou regiões anais podem provocar muito mau cheiro.
Problemas gastro intestinais. Diarreias, vômitos ou dificuldade em urinar ou em defecar. 

Além disso se o seu gato tem o abdômen inchado ou distendido poderá ser um sinal de acumulação de secreções anormais.
Feridas que não se curam ou qualquer tipo de secreção. Se o seu gato tem feridas que não cicatrizam ou que não chegam a se curar, vá ao veterinário imediatamente para que o examine.
  • Perda de apetite/peso. A perda de peso repentina e sem motivo aparente, juntamente com outros sinais, ou se deixa de comer sem nenhum motivo. Vá ao veterinário e comente o que acontece com seu gato.
  • Tosse ou dificuldade para respirar. Se o seu gato tosse ou tem uma respiração anormal pode ser causada por uma doença cardíaca, doença pulmonar ou também por câncer que se pode propagar pelos pulmões. Por isso é imprescindível ir ao veterinário, se notar estes sinais, para que o mesmo verifique o que se passa com o seu animal de estimação.
  • Letargia ou depressão. Se nota que o seu gato tem uma atitude diferente, dorme muito mais, não brinca ou não tem vontade de fazer nada, pode ser um sinal a ter em conta.
  • Pele irritada, ou pelo sujo porque não tem interesse em se limpar.
  • Evidência de dor. Se vê que algo se passa com o seu gato, que lhe dói alguma coisa.

Se o seu gato apresenta qualquer destes sinais não significa que tenha câncer, mas de fato algo não está bem. Assim sendo, deverá recorrer ao seu veterinário para que o mesmo faça uma avaliação da saúde do seu gato.
Se deseja ler mais artigos parecidos a quais são os sintomas de câncer no gato, recomendamos que entre na nossa categoria de Gatos ou que se inscreva no nosso boletim de novidades.

TRATAMENTO

Eu sou totalmente contra eutanásia. Penso que devemos lutar até o fim, porém a decisão deve ser muito bem avaliada. A casos em que o gatinho não tem mais progresso e está com dores e sofrendo muito.

Há tratamento e este pode ser de dois tipos: paliativo ou curativo. 
O tratamento paliativo visa minorar o sofrimento do animal, quando não perspectiva de cura. Visa aliviar a dor, corrigir disfunções que comprometam a qualidade de vida do bichinho. Pode envolver também cirurgias, no caso de obstruções de qualquer natureza ou dor intensa. A eutanásia é recomendada nos casos em que o tratamento paliativo não consegue minorar o sofrimento do animal e este tem a sua qualidade de vida comprometida, mesmo com os cuidados médicos-veterinários. 
O tratamento curativo pode envolver cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

A cirurgia, quando possível, é o melhor tratamento e oferece maior índice de cura (com exceção para as doenças do sistema hematopoiético). Essa deve não só remover o tumor maligno, mas também o tecido aparentemente são em volta dele, inclusive os gânglios linfáticos próximos à lesão. Infelizmente, muitas das cirurgias para tratamento do câncer são mutilantes.

No tratamento de quimioterapia, o animal tem que ser monitorado com exames de sangue semanais, para se verificar qual está sendo a ação da droga no organismo e se o tratamento pode ser continuado. Todo esse monitoramento, associado aos medicamentos, dietas especiais, etc., tornam o tratamento bastante oneroso. Durante a terapia, não há queda de pelos em animais com pelagem curta, podendo isso ocorrer em pequena proporção em cães e gatos com pelos longos.

Outros efeitos colaterais gerais são observados, como vômitos, diarreia, falta de apetite, perda de peso. Alguns podem ser aliviados com uso de medicações. Alguns efeitos colaterais mais sérios devem ser observados, como alterações no músculo do coração ou nos rins e são específicos da utilização de determinadas drogas – cisplatina e doxorrubicina.

O tratamento baseado em quimioterapia antineoplásica em medicina veterinária é relativamente recente no Brasil, e sua prática tem sido incentivada pela observação de respostas objetivas ao tratamento, sem, contudo, induzir efeitos colaterais graves. Em oncologia veterinária, a qualidade de vida do paciente é considerada mais importante que a cura da doença. Dessa forma, é possível elaborar protocolos de tratamento menos rígidos e personalizados, que são apoiados e satisfazem a grande maioria dos proprietários.

Também existe a crioterapia, que consiste no congelamento de determinadas células neoplásicas, causando a sua morte. Não é indicada para todos os tipos de tumores malignos, podendo ser utilizada em pequenas lesões de pele ou nas mucosas.
Deve-se sempre levar em conta a importância do diagnóstico precoce. A cura depende do início precoce do tratamento. Levar o animal com frequência ao veterinário pode muitas vezes salvar a vida do animal.

ALIMENTAÇÃO

Eu sou a favor da alimentação natural para animais, fiz até um post falando sobre alimentação aqui. As rações possuem todos os nutrientes necessários para uma dieta balanceada para seu gatinho, porém quase todas as rações disponíveis no mercado são feitas com grãos transgênicos. Há estudos que mostram que grãos transgênicos são cancerígenos e devido a isso os animais idosos apresentam câncer de algum tipo.
A alimentação natural além de mais saudável pode auxiliar no tratamento contra câncer.

As rações com componentes transgênicos começaram a ser lançadas no mercado americano na década de 1990, e posteriormente aqui no Brasil. Desde então, nossos pets se alimentam com essas rações que achamos que é o melhor alimentos,  já que poucos estudos científicos aprofundados estão sendo ministrados, à respeito dos possíveis efeitos colaterais.  Mas as evidências estão surgindo.

Uma pesquisa francesa, acompanhou em 2012 um grupo de ratos que se alimentou com sementes de milho de uma famosa produtora por dois anos. A pesquisa chegou a ser refutada por um periódico científico grande, e causou polêmica na época, mas acredito que o estudo foi administrado de forma séria e chegou a resultados convincentes.

Eles observaram um aumento de duas a três vezes na incidência de tumores em fêmeas, e tumores mais precoces e maiores nos machos, em relação ao grupo que se alimentou de grãos tradicionais. Deficiências graves nos rins, fígado e sistema endócrino também foram identificadas no grupo tratado com os modificados.
Os danos também foram atribuídos ao efeito residual do herbicida Roundup, usado complementarmente no cultivo de determinadas sementes. O objetivo da pesquisa foi levantar os riscos aos seres humanos devido às similaridades entre a nossa biologia e a dos ratos, considerando as diferentes expectativas de vida.

Segundo a pesquisa, a modificação genética altera o conteúdo nutricional do grão, reduz a presença de fito nutrientes, eleva o nível de toxinas potenciais e propicia alterações no RNA graças à instabilidade genética das sementes.

A pesquisa observou a redução de desordens relacionadas aos rins e trato digestivo quando o animais em observação retiraram a dieta com grãos modificados. Por outro lado, os efeitos colaterais podem ser causados apenas pela alta porcentagem de grãos contida nas rações, o que historicamente não é o alimento natural para animais predominantemente carnívoros. (Clique aqui para ler a pesquisa)

Há pesquisas que mostram a melhora que animais doentes(com outras doenças também) tem melhoras significativas cquando mudam a alimentação para comida natural. Os resultados provam que uma alimentação balanceada ajuda a combater doenças, previne o mau hálito, diminui a queda de pelo, reduz o volume das fezes e melhora a qualidade de vida do animal, já que torna o momento da refeição mais prazeroso.

Nunca tive um animal com câncer, mas a minha Lucy come comida natural desde pequena e está sempre disposta, com o pelo e os olhos brilhantes. Não consigo fazer com que ela não coma mais ração, pois há nutrientes que a ração possui que não consegui encontrar em farmácias próximo a onde moro.

Lembrando que a qualquer alteração de comportamento do seu animal procure o veterinário de sua confiança.

Fonte:http://animais.umcomo.com.br/articulo/quais-sao-os-sintomas-de-cancer-no-gato-7402.html
http://www.cachorrogato.com.br/gato/cancer-gatos/
http://idmedpet.com.br/saude-de-a-z-caes-e-gatos/cancer-um-mal-que-tambem-assola-os-animais-domesticos.html
http://dicaspeludas.blogspot.com.br/2011/07/cancer-em-caes-e-gatoso-que-voce.html