domingo, 19 de julho de 2015

Xixi no lugar errado



O gatinho está fazendo xixi fora da caixa de areia? 
No sofá? No tapete?
Ele pode estar estressado ou marcando território.


Infelizmente alguns gatos não urinam na caixa de areia ou passam a urinar em outros locais depois de anos de adaptação. Esse ato é chamado de micção inapropriada ou periúria sendo um dos principais problemas comportamentaisnos gatos e pode significar até abandono do bichano por parte dos proprietários.
CAUSAS
Existem duas grandes causas que devem ser consideradas quando um gato urina fora da caixa sanitária, que são: problemas de saúde ou comportamental.
Para descartar problema de saúde o animal deve sempre ser levado ao veterinário, pois os sintomas podem ser os mesmos. Obstrução de uretra, cálculo e infecção urinária são as principais causas médicas de periúria. A cistite idiopática ou intersticial é considerada um problema médico-comportamental.
As causas comportamentais de periúria são: marcação de território ou problemas com a caixa sanitária.
PROBLEMAS COM A CAIXA SANITÁRIA
De uma maneira geral os gatos que apresentam problemas com a caixa urinam agachados (os castrados), cavam como se estivessem na caixa e fazem isso em qualquer lugar, podendo ser até ao lado da caixa. O volume de cada urina costuma ser normal e é comum o animal também evacuar fora da caixa nessas situações.
As principais causas são:
- caixa pequena;
- caixa localizada em local barulhento;
- caixa constantemente suja;
- pouco número de caixas na casa;
- granulado inadequado (odor, textura);
- trauma próximo ou dentro da caixa
MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO
Nesses casos a marcação tende a ser feita em pé e em objetos ou locais específicos. O gato costuma elevar e tremer a cauda, borrifa urina de costas e em volume menor. Alguns gatos fogem à regra e podem marcar território agachados, mas são poucos. A marcação pode estar relacionada com a entrada de um membro novo na família, seja humano, canino ou felino, além de mudanças na rotina e excesso de gatos na mesma casa. Gatos machos não castrados marcam território com urina naturalmente.
A marcação de território nem sempre é feita apenas com urina. Pode ser feita com fezes ou arranhadura em excesso em objetos.
A correção desse tipo de problema costuma ser mais trabalhosa e pode exigir a presença de um especialista em comportamento animal.
IMPORTANTE
Os problemas de saúde relacionados ao trato urinário dos gatos podem causar sintomas iguais aos comportamentais, portanto em qualquer situação de periúria o animal deve ser levado ao veterinário para descartar qualquer doença antes do tratamento comportamental.
Essas informações não devem ser interpretadas como método de diagnóstico. Nunca medique seu gato sem prescrição veterinária.

Via: Medicina Felina - http://portalmedicinafelina.com.br/ 

domingo, 28 de junho de 2015

Cuidados com o gatinho no inverno


Quem tem gatinho sabe o quanto são friorentos e vivem buscando um lugar para se esquentar.
Os cuidados com o gatinho nessa época é fundamental para manter a saúde e a qualidade de vida.



PREVENINDO O FRIO
Dentro de casa é preciso providenciar um local isolado e quentinho para o gato dormir, evitando cômodos muito gelados. Uma caminha própria para gatos ou cães pequenos pode ser comprada em qualquer petshop em diferentes tamanhos, formatos e valores, mas a boa e velha caixa de papelão substitui muito bem a cama industrializada. Além de serem facilmente adquiridas em supermercados, as caixas ajudam na retenção do calor corpóreo, são descartáveis e são a escolha número um dos felinos. Independentemente do tipo de caminha, é preciso sempre colocar uma manta ou coberta para manter o gato ainda mais quentinho.

Para os bichanos que têm acesso à rua é fundamental providenciar um local de entrada na casa que seja de fácil acesso para o gato, dessa maneira previne-se que ele fique preso para fora por muitas horas. Existem mini portas basculantes especiais para animais que podem ser instaladas na porta de entrada que ajudam especialmente nos passeios noturnos. Não se esqueça também de recolher a caixa sanitária nos dias mais frios, caso essa fique do lado de fora da casa.

Roupinhas somente são indicadas em gatos sem pelos, como os da raça Sphynx, por exemplo, porque a maioria não gosta de usar roupas. É bastante comum que os gatos caiam de lado ou fiquem paralisados quando colocamos roupinhas neles, mas se o seu gato gosta então não há contra indicação.

Além de dormir em caminhas macias e quentinhas os gatos também adoram tomar sol, especialmente em dias frios, mas apesar de ser uma boa fonte de calor deve se ter cuidado com a exposição excessiva, pois esses animais, especialmente os de pelagem branca, podem desenvolver câncer de pele. Apesar do frio e das nuvens, os raios solares continuam causando danos à pele. Passar protetor solar e limitar os horários de pico, que são entre 10h e 15h, ajudam na prevenção.

Para quem tem aquecedores de ambiente em casa é preciso cuidado com a umidade do ar, que fica ainda mais baixa quando esses equipamentos são ligados. Providencie bacias com água ou toalhas úmidas para melhorar a umidade e prevenir problemas respiratórios.

HIPOTERMIA
Quando a temperatura de um gatinho está muito baixa suas extremidades ficam mais frias, pois possuem menor aporte de sangue. Colocar as mãos nas orelhas e patinhas ajuda a identificar uma queda importante na temperatura corporal. Isso é mais comum nos animais que têm acesso à rua, pois dentro de casa eles sempre buscam se aquecer nas caminhas, cobertores ou nos próprios tutores. Se o gato passar muitas horas na rua e retornar com as extremidades frias é recomendado fornecer uma fonte de calor, como secador de cabelo, lâmpada amarela ou bolsa de água quente, mas muito cuidado com queimaduras.

Se a fonte de calor não for suficiente para aquecer o gato, pode ser necessário atendimento médico veterinário.

DICA
A temperatura corporal média de um gato é de 38,5º C, ou seja, mais alta que a nossa temperatura, que é em média de 36,5º C. Por causa disso, seu gato deve sempre ser mais quentinho que você. Se ele estiver com uma temperatura igual à sua ao toque é provável que ele esteja em hipotermia.

IDOSOS e FILHOTES
Os gatinhos nos extremos das idades podem sentir mais o impacto do inverno, especialmente nas regiões mais frias. Esses animais merecem atenção redobrada na prevenção da hipotermia, porque possuem maior dificuldade em regular a temperatura do corpo.

Gatos idosos frequentemente têm artrose, um processo de degeneração das articulações e que doi mais no frio. Os animais com dor nessas regiões costumam evitar de subir em superfícies mais elevadas. Fique alerta se notar esse comportamento no seu gato e coloque sua caminha, vasilhas e caixas sanitárias no chão. Se o gatinho dorme na cama com o tutor é recomendado providenciar uma pequena escada ou algo que faça as vezes disso para que ele possa subir na cama sem ter que saltar.

Filhotes órfãos possuem maior risco de hipotermia do que aqueles que ficam direto com a mamãe, por isso as fontes de calos citadas devem ser utilizadas nesses casos. Uma dieta mais calórica própria para gatos pode ser fornecida por um veterinário para esses animais.

ACIDENTES NO INVERNO
Alguns cuidados devem ser levados em consideração para prevenir acidentes com locais aquecidos, porque é frequente que os bichanos busquem esses locais para se aquecer. Lareiras raramente causam problemas, mas os filhotes podem se acidentar ao se aproximar demais. Na cozinha é recomendado abaixar a tampa do fogão após utilizá-lo, para prevenir queimadura das patinhas de quem possa subir para se aquecer. Na sala de televisão também é frequente os gatos deitarem sobre equipamentos eletrônicos, como aparelhos de DVD ou decodificadores de TV à cabo, podendo tomar choque.

Finalmente um acidente comum ocorre dentro dos veículos, pois os gatos podem entrar no motor do carro para se aquecer. A dica é sempre buzinar o carro nos dias frios para que o gato saio antes de dar a partida, especialmente se o carro ficou parado na rua durante a noite.

DOENÇAS NO FRIO
Uma das doenças mais comuns nessa época é a rinotraqueíte ou complexo respiratório viral felino. Isso porque os vírus se manifestam em baixas de imunidade e, nos períodos mais frios, isso pode acontecer com os gatos. Sintomas como secreção nos olhos e nariz e espirros são indicativos da doença e exigem atendimento médico veterinário. Para prevenir esses problemas basta levar o gatinho para ser vacinado.

Gatos com asma ou bronquite podem piorar em épocas de frio também, devido à uma diminuição do lúmen dos brônquios (nos pulmões) em baixas temperaturas, causando desconforto respiratório e tosse.

BANHOS NO FRIO
Banhos já são pouco indicados de uma maneira geral nos gatos, pois podem causar muito estresse, exceto quando há indicação médica para o banho. Nessa época, é recomendado que evite lavar os gatos em casa, porque a temperatura do corpo deve baixar mais ainda. Se o banho for de extrema necessidade é imprescindível que o animal seja seco com toalha e secador de cabelo.

CURTINDO O INVERNO
 Os gatos também podem ser uma boa fonte de calor aos tutores, por isso se você sofre no inverno é recomendado passar algumas horas encostadinho no seu gato e aproveitando o calor de seu corpinho. Esse contato não só aquece os corpos como melhora a afinidade e o relacionamento entre gato e homem. E além de tudo isso é muito amor envolvido né gente!


Fonte: http://portalmedicinafelina.com.br/

domingo, 21 de junho de 2015

Síndrome Urológico Felino (SUF)


 Hoje vamos falar de Síndrome Urológico Felino (SUF). Como sabemos gatos adoram beber água fresca e muitas vezes bebem bastante água. Se o gato tem tendencias a doenças renais e obstruções, devemos estimulá-lo ao máximo a tomar água, com fontes e potes sempre perto.

Qualquer alteração comportamental do gato, como agachar para fazer xixi e não fazer, perder a fome e ficar encolhido pode ser problema renal. Consultem sempre um veterinário.

O que é?
Engloba um conjunto de problemas inflamatórios no sistema urinário dos gatos, nomeadamente a cistite (inflamação da bexiga), a infecção (o sangue, o muco e outros produtos associados à zona inflamada proporcionam a multiplicação de bactérias); urolitiase/bloqueio uretral (a cristalização de minerais e a irritação da bexiga e da uretra provocam a formação de cálculos que podem entupir ou dificultar a saída de urina); uremia (acumulação de detritos intoxicantes no sangue, o que é muito perigoso; a inabilidade de urinar significa a acumulação de urina na bexiga e a incapacidade dos rins eliminarem os resíduos).

Sintomas?
Uma enorme dificuldade em urinar (mesmo pequenas quantidades!) ou a incapacidade de o fazer por completo. Se verificar que não urino no local habitual ou se a minha urina está manchada de sangue, leve-me ao Dr. Veterinário! No caso da uremia, existem ainda outros sintomas – depressão, vômito, fraqueza e colapso – que podem levar ao coma ou à morte.

Cura?
Sendo uma doença bastante comum nos gatos, é facilmente tratada, a começar pela administração de medicamentos adequados e que o Dr. Veterinário receitará. Só em casos extremos é que posso necessitar de uma intervenção cirúrgica (desde que me vá visitar!). Para evitar o SUF por completo, bastam alguns cuidados simples: uma alimentação salutar, rações de elevada qualidade, a ingestão de muita água, ambientes anti-stress e anti-doenças.

Fonte: Ronronar - http://ronronar.com/

domingo, 14 de junho de 2015

LIPIDOSE HEPÁTICA


Lipidose hepática é um acúmulo de gordura no fígado do gato gerado por uma cascata de fatores. É a doença do fígado mais comum nos gatos, especialmente em gatinhos gordinhos.

O que desencadeia a lipidose hepática é a anorexia prolongada nos gatos obesos. Gatos que ficam três dias sem se alimentar já podem desenvolver a doença. A causa da anorexia pode não ser descoberta, mas na maioria das vezes a lipidose hepática é secundária a alguma doença, como doença intestinal inflamatória, pancreatite e diabetes.

O jejum prolongado nos gatos obesos pode desencadear uma série de fatores, entre eles resistência à insulina e acúmulo de gordura no fígado, tornando-o incapaz de realizar suas funções.

SINTOMAS
Os principais sintomas são: anorexia, vômito, salivação e mucosas amareladas (icterícia). Podemos perceber as gengivas, orelhas e a pele do gatos amareladas quando há ictericia, como mostra a foto ilustrativa.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito pelo veterinário através dos sintomas, da identificação de uma possível doença primária, de exames de sangue que avaliem também as enzimas do fígado, ultrassom e citologia ou biópsia do fígado.

TRATAMENTO
O tratamento consiste em reintroduzir a alimentação gradativamente. Muitas vezes é necessária a introdução de sonda para alimentar o gatinho. É fundamental também tratar o que desencadeou a anorexia (doença primária).

Por ser fundamental que a reintrodução alimentar seja gradativa, muitas vezes é necessário internar o gato em uma clínica ou hospital para acompanhar de perto a evolução.

Com tratamento adequado o gatinho tem chances de cura!!!

PREVENÇÃO
Prevenir a lipidose é prevenir a anorexia. Muitas vezes a anorexia está associada ao estresse. Fatores que desencadeiam estresse: mudança na dieta, mudança de casa, novo animal de estimação (cão ou gato), nova pessoa na família, entre outros.

Apesar de fofinhos os gatos obesos são os mais acometidos, portanto mantenha seu gato dentro do peso.

Caso seu gato seja gordinho não inicie um regime sem orientação veterinária pois há substancia que são essenciais para a boa saúde do gato e a falta dessas substancia pode desencadear outras doenças.
Se você percebeu que seu gatinho parou de comer então é melhor levá-lo logo ao veterinário, assim ele tem menos chances de desenvolver lipidose!!!

Sempre que perceber alguma alteração no comportamento do gato leve ao veterinário, nunca medique seu gato sem prescrição.

Fonte:http: portalmedicinafelina.com.br/